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18/06/2020

Hospital Pompéia realiza partos humanizados

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A equipe do Centro Obstétrico do Hospital Pompéia investe em humanização do parto. No último mês, a instituição registrou três casos que fortalecem ainda mais o posicionamento em busca de um nascimento mais natural, tornando a mulher a protagonista do seu parto, respeitando suas vontades e com toda a sua assistência baseada em evidências.

Em menos de uma semana, o Hospital Pompéia registrou dois partos, onde o ocorreu o procedimento nomeado de Clampeamento Oportuno, em que o corte do cordão umbilical é feito em um tempo maior após o parto. Apesar de ser um procedimento rotineiro na instituição, desta vez, o que diferenciou os dois processos foram que a expulsão da placenta de dentro do útero aconteceu com o recém-nascido ainda ligado ao cordão umbilical.

A ação significa permanecer com a ligação do recém-nascido com a placenta após o final do parto. Tal escolha proporciona muitos benefícios para o bebê. Isso porque, o bloqueio retardado aumenta os níveis de hemoglobina ao nascer e melhora as reservas de ferro nos primeiros meses de vida, o que favorece um desenvolvimento saudável no futuro. Com as vantagens acima comentadas, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas recomenda o adiamento do corte por, pelo menos, sessenta segundos.

Pensando nestes fatores, a equipe do Centro Obstétrico prorrogou ainda mais a ligação em dois casos, registrados na mesma semana. O primeiro deles foi executado no dia 19 de maio, já o segundo no dia 22.

“Sempre realizamos o clampeamento oportuno. Apenas não é realizado em casos que a condição clínica do bebê impossibilita esse processo. No entanto, estes dois foram atípicos pois acabamos decidindo em deixar mais tempo essa ligação com a placenta, o que aumenta ainda mais os benefícios”, comenta a enfermeira Marianne Lopes Robaína.

Antes disso, no dia 12 de maio, com todas as medidas protetivas em relação ao coronavírus, o Hospital realizou um parto na banqueta, no qual é respeitada a liberdade de escolha da mãe, gerando assim, um evento mais sensibilizado e humanizado. Além disso, um familiar pode estar ao seu lado durante todo o parto.

A ação segue a orientação da Rede Cegonha, do Ministério da Saúde, pela qual as pacientes são estimuladas a adotar posições que lhe proporcionem maior conforto. Até por isso, o Hospital Pompéia busca deixar a decisão de posição para a gestante.

Tanto um método como o outro, buscam uma maior humanização neste momento tão marcante para as famílias. O Hospital Pompéia vem buscando realizar procedimentos que deixem a gestante mais a vontade e proporcione benefícios para o bebê.

Com a pandemia, o Hospital Pompéia não está contando com a ajuda das Doulas Voluntárias, que prestam atendimento às pacientes internadas.

A médica coordenadora do Centro Obstétrico do Hospital Pompéia, Gabriela Bedin, afirma que o parto humanizado é um conjunto de fatores, que engloba a assistência prestada em consultas pré-concepcionais e o pré-natal.

“Mesmo frente as dificuldades trazidas pela pandemia que estamos vivenciando, o Centro Obstétrico, manteve a integralidade do direito legal das parturientes, em ter o acompanhamento de um familiar durante o processo. Estamos totalmente capacitados no que se refere a adoção de medidas e procedimentos sabidamente benéficos para o acompanhamento do parto, bem como do nascimento, evitando práticas intervencionistas, que muitas vezes são desnecessárias, sem beneficiar a mulher e o recém-nascido”, ressalta a médica.

“Buscamos o comprometimento de toda a equipe do Centro Obstétrico trazendo para nossa prática rotineira, medidas que possam contribuir para uma abordagem mais respeitosa e humana, abrangendo o protagonismo da mulher, uma assistência humanizada, uma equipe coesa e uma família feliz”, finaliza Gabriela Bedin.

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